Cidade do futuro Songdo – Coreia do sul.

Quando falamos de tecnologia no mundo nunca vamos pensar em outro continente a não ser o asiático, e pensando desta maneira eu vejo os países asiáticos como os pioneiros em muitas tecnologias hoje implantadas no mundo.

Cidades como Seul na coreia do sul, dão grande exemplo de cidade do futuro, pois os planos urbanísticos nela existentes, além de mudar a cara da cidade ainda traz um bem estar na vida do morador da cidade.

 

Mas Seul ainda esta atrás da cidade de Songdo que foi feita inteiramente para trazer o que existe de mais inovador na área de urbanismo e estilo de vida, muitas empresa estão testando em songdo seus equipamentos urbanos e seus aplicativos móveis, para depois liberar para o resto do mundo.

Um grande exemplo de tecnologia que praticamente foi criada lá na cidade, é a transmissão de dados abertos de GPS, que deu origem a aplicativos como wase, e vários outros que usamos no dia-dia da cidade.

Além disso, a cidade tem seus prédios que foram projetados para usar o mínimo de energia. Janelas de vidro que capta a luz do sol cria energia solar para alimentar o prédio. Para a agua da chuva, muitos deles te seu sistema de captação de agua.

No caso de Songdo, um dos desafios era incorporar tecnologias que fossem realmente inovadoras, uma vez que os sul-coreanos já estão acostumados com alguns recursos considerados novidades em outros lugares.

Nas estações de trem em songdo, existem telas de alta resolução de que informa o clima do lado de fora, e diz que ônibus tem conexão com aquela estação, e informa acontecimentos importantes na cidade, por exemplo, uma emergência como um incêndio ou um terremoto.

Sensores instalados em locais públicos monitoram todos os movimentos das pessoas nas ruas, criando uma analise profunda de como as pessoas se locomovem na cidade e trazendo mais informações para que o sistema de transporte de adapte ao uso das pessoas que trafegam pelas ruas.

A cidade conta ainda com uma rede de estações de carregamento de carros elétricos, sendo que na cidade os carros elétricos têm subsidio do governo e dá ao usuário uma opção a compra de automóvel a combustão.

Todos os carros elétricos que saem das fabricas sul coreanas vem com um sistema que já se adapta aos usuários, fazendo o download das informação da locomoção deste usuário pela cidade, tornando assim o carro personalizado para cada cidadão diferente.

O sistema de coleta de lixo também mostra um grande avanço, pois na cidade não existe caminhões de lixo. Os prédios residenciais tem um sistema de dutos que se interligam entre si, e vão para um sistema de tratamento de lixo que fica no subterrâneo da cidade.

O lixo se move pela força a vaco dos canos de sucção que saem dos prédios residenciais.

A ideia é usar parte deste lixo tratado para gerar energia para alimentar a cidade e o próprio sistema de coleta.

A cidade foi planejada em torno de um parque central, e sua disposição permite que os moradores das áreas residenciais possam caminhar por essa área verde para trabalhar no centro comercial.

Kwon, por exemplo, conta que se mudou para a Songdo há três anos e todos os dias seu deslocamento diário para a empresa em que trabalha como tradutora consiste em uma caminhada de 15 minutos pelo parque.

“Depois do almoço também ando um pouco no parque com meus colegas – isso se tornou algo importante na minha vida”, conta Kwon.

“Quando morava em Seul, tinha de dirigir para encontrar meus amigos ou para levar meu filho para ver os amigos dele. Em Songdo, meu filho vai de bicicleta para a casa de seus amigos e eu posso caminhar para encontrar os meus. A cidade também me aproximou dos meus vizinhos.”

Por enquanto, os apartamentos residenciais estão vendendo bem e ainda há muitos edifícios desse tipo em construção, mas Songdo parece ser menos atraente para o mercado corporativo.

Um ou outro negócio está començando a abrir as portas espontaneamente em suas grandes avenidas vazias.

Mas a cidade ainda precisa ganhar cores e zumbidos urbanos – aquela anarquia criativa, típica de aglomerações populacionais não-planejadas.

Como costuma dizer Jonathan Thorpe, presidente da empresa americana Gale International, que construiu Songdo: “São os moradores que fazem uma cidade”.

“Estamos tentando adicionar diversidade e vitalidade (a Songdo), algo que o desenvolvimento orgânico (de uma cidade) garante”, explicou Thrope.

“É um desafio tentar replicar isso em um ambiente planejado. Ao mesmo tempo, com tal planejamento podemos desenvolver a infraestrutura da cidade de modo a garantir que ela funcione – não só agora, mas também daqui a 50 anos.”

O único porém é que 50 anos é muito tempo na Coreia do Sul. Este é um país em constante mudança. Quem sabe como Songdo vai funcionar em meio século?

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